Este do José Bandeira. Ninguém se chama Sveva, realmente.Este do Jaime Bulhosa. Quem será o ladrão de poesia?
Este do José Bandeira. Ninguém se chama Sveva, realmente.
Primeiro, leio as receitas com um respeito reverencial, perscruto-lhe as entrelinhas, releio, atenta ao pormenores, quantidades e modos de preparação e penso Hei-de fazer esta receita. Vou fazer esta receita. Estabeleço um calendário No fim-de-semana ou reformulo Sexta-feira ao jantar sujeito a nova reformulação ou Quinta ou calendarização Talvez Sábado.
Hoje a conversa mete a gente lá dos blogues e a menina das estrelinhas.
Vou ao médico a contra gosto, não que as idas ao médico me incomodem de sobremaneira mas a espera, senhores, a espera, as revistas do século passado, as cusquices requentadas e, por vezes, as lambisgóias que nos aguardam e acompanham na antecâmara das sessões de tortura, espreitadelas e revolvimento de entranhas deixam-me irritadiça e só desejo o momento em que pelo meu próprio pé, odeio ser levada por outrem, possa dar corda aos sapatos e fazer-me à vida com um molho de papelada nas mãos e o diagnóstico feito para finalmente descansar em casa, a caldos de galinha.dia 26 em Lisboa.
E subitamente a vontade de regressar a Cabo Verde.


Para saber o que eu faria, nada como espreitar e comentar aqui.
Dois livros sobre o balcão: Darum nerven die Japaner e My dear Krauts. A senhora sorriu, à medida que pegava nos livros, e, enquanto fazia a conta, comentou a multiculturalidade da minha escolha. Aproveitei a simpatia e delicadeza no trato e perguntei se não tinha algo sobre Portugal. Não. Apenas aquele. Agradeci a informação e lamentei não haver mais nenhum. Tinha-o há uns anos, religiosamente entre as relíquias de leitura e de viagem, ainda a primeira edição em capa dura. Comentámos algo sobre a colecção e adiantou-me que fazia parte do compromisso dos autores escrever sobre os países sem rodeios e com toda a sinceridade e honestidade. Paguei, guardei os livros num saco de pano amavelmente oferecido, acredito que pela troca prazeirosa de palavras e fui-me.
Sempre que a festividade se aproxima a Menina das Estrelinhas manifesta o desagrado. Para ela aqui fica este Menino Jesus com uma beijoca. Não é lindo?
Um dia recebi um presente e a minha vida mudou. Vinha envolto em papel transparente e trazia uma mensagem ternurenta, a evocação deste amor que se me plantou na alma com raízes e que esporadicamente floresce. Desde então todos os dias são seus. A vigilância redobrada, não vá algo acontecer-lhe, água moderada e o lugar abrigado de ventanias excessivas e calores exagerados. Recomendações mil se me afasto Não te esqueças, por favor, não é preciso muita água. E a atenção duplicada Acho que vai dar flor, a vigia constante Está tão bonita. Em tempo de desabrochar o perfume entra pela sala onde vou deixando a alma desabar e a evocação entra docemente sem que deitar olho se imponha. Perfume e aromas que me abençoam a alma no presente inestimável da minha mãe.
É um artista português e anda na boca de toda a gente.Também no Geração Rasca
eis a mais recente receita sobre um dos livros que mais gosto e outra das cidades que me ficou na alma.
Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Os selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.As Palavras dos Outros
Estrelas ao Vento
Lote 5-1ºDto
Crónicas das Horas Perdidas
Desconversa
No Cinzento de Bruxelas
Nocturno
A Senhora Sócrates
Porta do Vento
Uma das cidades que mais gosto descrita de forma ímpar pela alma, um privilégio ter quem desconversa assim.
e desta vez deu-me para andar de braço dado com Kafka no PNETmulher.

Frank McCourt, Teacher Man.
no Dia Internacional do Professor

Kate Fox, Watching the English.
Este texto foi escrito para o Corta-Fitas e repescado hoje no Dia Internacional da Alfabetização
Na aldeia vive o cego, senti-o um destes dias quando, estacionada à porta da tabacaria, o meu carrinho, o meu rico carrinho, o meu único carrinho azul, o carrinho que eu comprei com o meu dinheirinho levou umas fortes bengaladas e umas quantas chibatadas na parte traseira, que o cego é cego mas não é para graças nem meiguices, sabe deus o vigor na bengala.