
E passaram sessenta e uma semanas, houve uma semana em que escrevi duas crónicas, e assim derramei no papel e ecrã sessenta e duas crónicas, a módica quantia de mais de cento e cinquenta e cinco mil caracteres escritos sempre ao mesmo dia da semana, sensivelmente à mesma hora, sem qualquer ritual digno desse nome nem sequer imbuída do espírito místico da inspiração transcendental. Apenas eu sentada ao computador que após uma incursão furiosa sobre a temática a que me iria cingir e abordar na segunda-feira seguinte, para que a crónica pudesse invadir o espaço cibernético na terça-feira, me desmultiplicava em ideias e letras.
Ide ao PNETMulher uma última vez.
imagem: Conrad Knutsen















