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quinta-feira, 6 de julho de 2006
Pérolas II
Ontem enquanto digeríamos a não vitória de Portugal em família, tentámos enganar o desalento, fazendo o habitual zapping pelos canais de sempre, quando, de repente, ouvi, vindo de um dos quatro canais abertos a todos os mortais, e isto à porta do Allianz em Munique, que Portugal acabava de perder com um golo de "Zidane, um argelino naturalizado francês proveniente dos bairros degradados de Marselha". Venham os Câmara Pereira com o brasão e o pedigree, a estirpe e o sangue azul, venha a inteira dinastia de Bragança, os Windsor, os Orange e os Sachs-Coburgo-Gotha marcar-nos golos, até a Lili Caneças e o Castelo Branco, mas argelinos rascas vindos das barracas de uma cidade portuária é que não. Ai Portugal, Portugal.
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Sim, o enviado da SIC em Paris desvalorizava os festejos das ruas dizendo que bastava olhar para o aspecto e a cor da pele dos manifestantes para perceber que não era a França que festejava. E depois é o Le Pen que é xenófobo e racista...
ResponderEliminarSempre achei que nós, portugueses, generalizando claro, tínhamos a mania que éramos tolerantes e bonzinhos. Quando começámos a receber imigrantes brasileiros e de Leste, passou-nos a rolerância e passámos a achar que "eles" nos roubavam o trabalho e eram reponsáveis pela criminalidade. Foi tudo muito bonito enquanto fomos nós a emigrar. Sinceramente isto é mesmo das coisas que mais me irritam, assim como estar sempre a dizer que os alemães são racistas.
ResponderEliminarRacistas, frios, antipáticos, etc...
ResponderEliminarPena que apenas alguns, aqueles que com eles contactam, consigam perceber o quão errada está esta ideia.
Mas afinal, também se diz muita coisa sobre os portugueses sem conhecimento de causa, não é? :)
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
ResponderEliminarEnfim..... que fazer??
ResponderEliminar*suspiro*
eu acho que em todos os paises que de repente entram em contacto com um grande numero de estrangeiros vao aparecer sentimentos xenofobos, e inevitavel
ResponderEliminarMas o que me irrita é no fundo esta ideia de que o português é o maior, tolerante e receptivo a tudo e a todos.
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