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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Questões semânticas

No país do Magalhães os governantes têm um verbo preferido constante bem no lugar cimeiro de opções semânticas. Caso se lhes conheça cartilha pela qual se regem sempre que têm de proferir uma opinião sobre assuntos que envolvam contestação ou oposição, o verbo surge rapioqueiro e inequívoco. Tornou-se previsível. Basta apenas determo-nos nas notícias para prever que mais tarde aparecerá alguém do Executivo fazendo uso do dito verbo. No país do Magalhães desvaloriza-se com frequência. Foi assim que a Ministra da Educação desvalorizou a manifestação dos professores, se bem me lembro, as duas manifestações, e a Ministra da Saúde desvalorizou a formação dos médicos pelas farmacêuticas. Ana Jorge, além de desvalorizar, também rejeita, desta feita o caos que se instalou nas urgências em sequência da gripe que assola o país. O Primeiro-Ministro é mestre na arte de desvalorizar e, como se vê, desvaloriza muito. Aguarda-se pois a última desvalorização relativamente à aprovação do Estatuto dos Açores, uma vez que o Partido Socialista também já desvalorizou as críticas do Presidente da República. Quem sabe nas próximas eleições Sócrates não seja também desvalorizado pelos seus eleitores.

fotografia: minha

também no Geração Rasca

6 comentários:

  1. Para mim é uma questão de merecimento, por achar que os portugueses sempre tiveram o que mereceram. É que eu acho que Sócrates não será desvalorizado pelos eleitores. Assim terão mais 4 anos para fazerem o que mais gostam e sabem: lamentar-se. Pela parte que me toca, ele não será valorizado, mas isso sou eu e mais alguns (poucos).

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  2. Estou completamente farta deste governo e muito desiludida com o PS. Para mim não há alternativas, à direita nunca houve, de resto. Uma miséria, Mike.
    Beijinho

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  3. O verbo é tão usado que Sócrates até chamou a si a "desvalorização" dos juros, como se realmente tivesse tido algum mérito nisso... também estou farta desta gente, mas acho que o Mike tem razão: vamos levar com eles outros 4 anos, é mais do que certo. Mas, também, onde estão as alternativas??
    Beijo e bom ano, Leonor, apesar dos pesares.

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  4. Não tenho dúvidas que vamos levar com eles mais quatro anos, mas espero sinceramente que não tenham maioria absoluta. Não há alternativa, de facto.
    Obrigada, Ana, e bom ano também :)

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  5. Obrigada, Eduardo. Bem-vindo e um óptimo 2009!

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